Hospital de Tomar estará a cobrar assistência a utentes… que não são...

Hospital de Tomar estará a cobrar assistência a utentes… que não são atendidos

Pedro Marques, vereador dos Independentes, voltou a denunciar uma prática que está a ser seguida pelo Centro Hospitalar do Médio Tejo e que tem apanhado dezenas de utentes de surpresa. Ou seja: alguns cidadãos que são obrigados a recorrer às urgências do hospital de Tomar entram na triagem mas depois, face a horas de espera, entendem que o melhor é procurar outra solução para o respectivo problema e saem da unidade mesmo sem atendimento. A surpresa surge depois: o CHMT cobra a assistência… sem que a mesma tenha sido efectuada. Pedro Marques considera esta situação como um «abuso», de tal forma que, enquanto advogado e na companhia de outras pessoas da área, está disposto a defender os prejudicados de forma graciosa para travar este tipo de cobranças: «Quanto menos ruído houver sobre o hospital de Tomar, melhor… entendo o senhor presidente do Conselho de Administração. Mas que haja acções e que oiça aquilo que nós lhe dizemos. E aquele assunto que eu já abordei várias vezes já se voltou a repetir. Ou seja, as pessoas vão para as urgências, passam pela triagem, mas passam horas sem serem atendidas e vão embora mas, mesmo assim, o hospital continua a debitar. É um abuso. Se eles teimarem em cobrar, quero dizer que eu e alguns colegas iremos graciosamente defender as pessoas e iremos tornar esta situação pública. A pessoa reclama mas eles tornam a insistir que os utentes têm que pagar».

Anabela Freitas, a presidente da Câmara de Tomar, ouviu estas queixas e disse que a autarquia iria solicitar, o quanto antes, uma reunião à administração do Centro Hospitalar. A eleita do PS promete seguir outro tipo de medidas caso não haja resposta do outro lado: «Podemos solicitar uma reunião com a administração do centro hospitalar do médio e se a situação se mantém então será necessária uma outra posição da nossa parte. Se a reunião não for marcada dentro de um período razoável, então a Câmara deverá tomar uma posição em relação a esta questão e ainda a outras».