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TOMAR – Painéis fotovoltaicos na Albufeira de Castelo de Bode: PCP acusa Governo de seguir num caminho «altamente lesivo dos interesses do País»

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O Partido Comunista Português, em comunicado enviado para a redação da Hertz, diz ter procedido à avaliação da intenção governamental de instalação de uma central fotovoltaica equivalente a 60 campos de futebol, com painéis solares a flutuar nas águas da albufeira de Castelo do Bode. «É essa a proposta do Ministério do Ambiente já em fase de concurso», reforça o mesmo texto. O PCP acusa o Governo de «semear a ilusão de que é possível, até 2030, alcançar a produção total de eletricidade necessária através de fontes renováveis (não exclusivamente fotovoltaica), optou por seguir uma lógica de favorecimento do grande capital, criando as condições para a existência de prioridade para os grandes projectos». O Executivo da DORSA considera que «importa tornar público quais as implicações que este projeto vai ter nas atividades náuticas e lúdicas na albufeira de Castelo do Bode e o impacto ambiental na fauna e flora daquele lago artificial da nossa região», alertando, desde logo para o facto de não ser conhecido qualquer estudo de impacto ambiental. Para o PCP e conforme refere a Resolução do XXI Congresso “o país continua confrontado com a ausência de um planeamento energético – em múltiplas dimensões, designadamente na política de transportes, redução de consumos – e a não concretização de programas para a eficiência energética; a segmentação e entrega a grupos estrangeiros de importantes activos, o desenvolvimento desadequado da energia renovável – instrumento fundamental para a diminuição da dependência externa – porque conduzido segundo os interesses e promiscuidade com o capital monopolista; (…) a dependência financeira e tecnológica externa.” Por isso e conforme refere também a Resolução “tal como noutras dimensões, os processos de aproveitamento dos recursos endógenos, incluindo os renováveis, e de transição tecnológica, precisam de ser desamarrados dos interesses do grande capital e reorientados para a satisfação das necessidades do país, tendo como objectivo a soberania energética centrada no aproveitamento dos recursos energéticos nacionais».

A DORSA do PCP alerta, ainda, «para o caminho que está a ser seguido pelo Governo do Partido Socialista, seja através da promoção dos leilões, seja através da celebração de acordos com os promotores, atribuindo uma capacidade de ligação à rede a título perpétuo (o que é altamente lesivo dos interesses do País) colocando nas mãos dos privados um instrumento decisivo da política energética, o que tem atraído fundos de investimento e grandes grupos económicos, transformando o que devia ser um instrumento ao serviço do País e da sua política de sustentabilidade económica e financeira, num ativo financeiro, fazendo da energia renovável um pretexto para avultados negócios, com grande rentabilidade para o capital, malbaratando um importante recurso nacional. Uma adequada política energética deve incorporar na sua definição as questões associadas à necessidade de promover o controlo nacional sobre todos os domínios técnicos e tecnológicos das diversas fileiras energéticas, incluindo a solar». Imagem ilustrativa