TOMAR – Autárquicas 2021. Debate da Hertz entre os candidatos à Câmara...

TOMAR – Autárquicas 2021. Debate da Hertz entre os candidatos à Câmara na visão de José Rogério

Como tem sido habitual em eleições autárquicas anteriores, as Rádios Hertz e Cidade de Tomar organizaram debates entre os candidatos à Camara Municipal, acontecendo o mesmo este ano para informar os tomarenses sobre o sufrágio do próximo dia 26. Quanto à metodologia destes debates, concordamos com o amigo “bloguista” António Rebelo que, estando sempre empenhado nas causas de Tomar, defendeu “debates a dois” em vez do método “todos ao molho”, porque aquele seria mais vivo, esclarecedor e diferenciador do que este, tanto na forma como no conteúdo. Mas, como o ótimo é inimigo do bom, se as rádios organizassem “debates a dois”, cada uma teria de promover vinte e um “duetos” entre os sete candidatos à CMT, o que seria arrastado e “banalizador” dos mesmos, havendo ainda que adicionar vários debates entre os candidatos à AMT e Juntas de Freguesia. Sobre o primeiro debate na fórmula “todos ao molho” que a Rádio Hertz realizou, no passado sábado, verificou-se que evoluiu sempre de forma serena e civilizada, onde a candidata Anabela Freitas jogou à defesa e “venceu” os adversários políticos, quer pelo conhecimento demonstrado dos “dossiers”, quer pela argumentação aduzida sobre os temas elencados pelos experientes moderadores.

Também ficou patente no debate que a atual “inquilina” dos Paços do Concelho não teve soluções estruturantes para os crónicos declínios verificados em Tomar (por exemplo: demográfico, industrial e ambiental), apesar das respostas conjunturais que tem dado a vários problemas citadinos, aproveitando os fundos comunitários. Da parte dos diversos líderes das oposições o panorama foi mais “cinzento”, pois não equacionaram alternativas sólidas às propostas do PS, nem conseguiram contraditar a presidente recandidata, excetuando os cabeças de lista do PSD e CDU que, baseados nos seus princípios, até alinharam alguns “tópicos” concretizáveis. Voltando à “vencedora” do debate foi importante que Anabela Freitas enfrentasse os problemas agendados pelos esforçados moderadores (como: PDM, habitação, saneamento, emprego, mobilidade, turismo, saúde e educação) com algum realismo e chamasse a atenção para a descentralização de competências do poder central, bem como para os seus impactos na terra templária. Apesar dos restantes interlocutores partidários não acrescentarem “novidades” às perspetivas da candidata do PS, ficamos na expetativa do debate a organizar pela Rádio Cidade de Tomar para ver se haverão mudanças discursivas, táticas ou estratégicas das candidaturas, já que os problemas nabantinos são os mesmos que, grosso modo, agora “desfilaram” perante os concorrentes autárquicos. Por fim, será essencial que os cabeças de lista dos partidos que forem eleitos desenvolvam, através da futura CMT, um trabalho mais interventivo e fiscalizador do executivo municipal, mas, antes disso, será vital que os tomarenses votem no dia 26, pois se o não fizerem perdem autoridade para criticar os eleitos e, sobretudo, estão a ser coniventes com as práticas demissionárias que apontam aos conterrâneos que têm funções autárquicas. José Rogério