ALCANENA – Festival Materiais Diversos segue caminho até ao concelho

ALCANENA – Festival Materiais Diversos segue caminho até ao concelho

Depois de uma semana de conversas e espectáculos, de partilha de experiências e do processo de criação de um Paraíso Bruto, o Festival Materiais Diversos segue o seu caminho até Minde e Alcanena. Assim será até 17 de Outubro. Caminhantes marca a transição do festival do Cartaxo para Minde e Alcanena. Esta caminhada guiada por Carolina Cifras e Ana Trincão, é um momento de imersão em que um grupo de convidados profissionais da cultura em Portugal se juntam para pensar novas formas de se trabalhar as artes e a cultura no país. Este exercício de caminhar culminará na conversa Seguiremos juntos por novos caminhos?, no dia 16 de outubro, trazendo para a mesa reflexões e experiências individuais das caminhada. Terceira Pessoa apresenta Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no universo, no Auditório do Sindicato dos Curtumes. O espectáculo tem como ponto de partida a vivência de um lugar e das pessoas que o habitam e dá a conhecer Alcanena através de testemunhos documentais, textos ficcionais, imagens novas ou de arquivo. As conversas continuam: Outra cidadania é possível?, do projecto Futuricidade, protagonizada pela turma de 12º ano da Escola Secundária de Alcanena; Haverá outro mundo depois deste?, abre a discussão para as problemáticas ambientais que o planeta enfrenta; e O que é isso da transição?, uma conversa com a presença do Movimento Mira-Minde onde se debatem questões relativas à transição ecológica, sustentável e digital de um território. A pesquisa sobre a bio-espeleologia da Serra de Aire e a interligação com o conto de Gabriel Tarde sobre uma civilização que se refugia dentro da Terra, depois de um fenómeno apocalíptico, resulta na instalação audiovisual Subterrâneo, uma criação de Bruno Caracol. Com a instalação realiza-se a visita ao Polje de Mira-Minde. No último dia, o festival prepara um Piquenique comunitário num convite feito a todas as pessoas que se queiram juntar. A artista de Leiria, Surma, encerra o festival com um concerto, no Coreto de Minde, com os seus ritmos eletrónicos. Foto Cipriano Trincão