TORRES NOVAS – Câmara opõe-se ao possível fecho da urgência pediátrica: «Obrigaria muitas famílias a deslocações mais longas e difíceis»

A Câmara de Torres Novas, em comunicado enviado para a Hertz, adverte que o possível encerramento da urgência pediátrica «comprometeria a eficiência, equidade e acessibilidade dos cuidados de saúde na região», solicitando, nesse sentido, a manutenção do serviço «em nome do interesse público e da justiça territorial». É este o contributo do Município ao documento da Rede de Referenciação Hospitalar, documento esse que merece «oposição», reforça o mesmo texto. A autarquia assegura que o fecho da urgência pediátrica «obrigaria muitas famílias a deslocações mais longas e difíceis, com impacto direto na acessibilidade aos cuidados pediátricos, especialmente em situações urgentes ou de menor gravidade». Esta posição é reforçada com indicadores relativos à demografia infantil e à proximidade, pois «mais de 50% das crianças da área de intervenção da ULS Médio Tejo residem nos concelhos de Alcanena, Torres Novas, Entroncamento e Vila Nova da Barquinha, todos em proximidade direta ao Hospital Rainha Santa Isabel. Em 2024, 53% dos nascimentos registados na ULS Médio Tejo são de progenitores residentes nestes quatro concelhos, o que reforça a centralidade demográfica da unidade», sublinha o Município, que valoriza, ainda, o facto de Torres Novas dispor «das melhores condições de acessibilidade na região, beneficiando de ligações rodoviárias eficazes, maior proximidade entre concelhos vizinhos e melhores opções de transporte público».










