TOMAR – Ventoso: a mais pequena aldeia do concelho faz uma festa...

TOMAR – Ventoso: a mais pequena aldeia do concelho faz uma festa que dá nas vistas…

Ventoso, na freguesia de Alviobeira, hoje União de Freguesias de Casais/Alviobeira, “fronteira” com a vizinha Igreja Nova, deve o seu nome à sua elevação em que se avista Tomar ao longe e ser batida pelo vento. É a mais pequena aldeia do concelho, com somente cinco habitações, e possuí uma modesta capela, dedicada a Stª Luzia (padroeira da visão), capela essa que há uns anos, com o dinheiro das festas, foi mandada abaixo (dado não ter ponta por onde pegasse) e feita uma nova. Porém, com poucos moradores, graças aos amigos da capela, as gentes de Benfica – Portela de Nexebra tem uma comissão quase fixa e permanente que faz uma festa barata, com muito convívio e bons proveitos, o que te valido na construção de Infraestruturas como restaurantes, bares, casas de banho e boa cozinha. E no princípio de Maio, chova ou faça sol, aí está a festa da padroeira em que, durante 3 dias, ou seja a última teve lugar nos dias 3-4 e 5 de Maio, o recinto torna-se pequeno para tanta gente, o restaurante não têm mãos a medir e ao som de organistas (seja a Sónia Mota, o Conjunto Império) a malta diverte-se. Este ano, teve a actuação do Grupo Pedra &Cal, da freguesia, o Grupo de Concertinas, de Cernache do Bonjardim, e os Gaiteiros “Tokandar”, que de traje típico com Kilt escocês mas naturais de Miranda do Corvo, deram os seus acordes musicais, e acompanharam a procissão que tem um percurso de 100 metros ou 150 metros, fazendo juz à pequena capela e ao minúsculo lugar. Referem estes gaiteiros que trajam de outra forma que SER GAITEIRO!…

“É ser artista sonhador
Chicória dos mestrados na arte,
Testemunho do bairrismo acolhedor
Dos arraiais animador
Da tradição porta-estandarte!..”

Quanto ao traje destes três músicos; o kilt escocês – uma peça de vestuário sob medida que envolve o corpo do usuário na cintura e em que as fixações consistem em correias e fivelas nas duas extremidades. Ou seja há maneira. Mas falando numa minúscula aldeia, minúsculos não são os proveitos da festa e o ano passado na área de Alviobeira bateu os records de receita líquida. Nem Ceras nem Alviobeira com festas maiores conseguiram tal. Segredo, grupos musicas baratinhos, mas animação na maior. Bom depois a recita dos bares, restaurante e os peditórios. Registe-se que os vizinhos da Igreja Nova, Salgueiral e Castelaria, como manda a tradição superam o número de visitantes da ex-freguesia de Alviobeira, pois tradição é tradição. De parabéns esta laboriosa comissão fixa das festas e muito jovem em média! António Freitas