TOMAR – Reestruturação orgânica dos serviços da Câmara voltou a ‘aquecer’ o debate. Hugo Cristóvão insiste em gastos de «um milhão de euros». Célia Bonet responde que «quando a população tiver conhecimento dos imbróglios graves que a governação anterior deixou no Município vai entender… »

A designada ‘reestruturação orgânica’ que o executivo da AD vai implementar nos serviços da Câmara de Tomar voltou a estar ‘em cima da mesa’, desta feita para aprovação do Regulamento do Organograma, aprovadas que estão as mencionadas alterações. Entre acusações mútuas e troca mais ‘quente’ de argumentos, o documento ‘passou’, ainda que o Partido Socialista tenha optado por votar contra. Importa, por isso, perceber as motivações de cada bancada. Por exemplo, Hugo Cristóvão, vereador do PS, insistiu que os custos destas mudanças «não foram estudados» e voltou a apontar para o impacto em redor do milhão de euros por ano, acusando a AD de «mascarar» estes números. Célia Bonet, vice-presidente da Câmara de Tomar, assegurou que esses custos foram «detalhadamente estudados pelo sector financeiro e pela unidade de Recursos Humanos do Município», reforçando que o objetivo passa por criar «total transparência». A eleita da AD acusou a anterior governação de ter uma «organização desorganizada», justificando esta posição com o facto de haver funcionários «que estão há uma década em situação irregular». Célia Bonet acrescentou que «quando a população tiver conhecimento dos imbróglios graves que a governação anterior deixou no Município vai entender porque são necessários mais técnicos. Recorde-se, então, que a Câmara de Tomar vai alterar a sua estrutura orgânica de forma significativa. Em traços gerais, haverá um aumento de departamentos, de um para quatro, enquanto que as divisões irão, também, ‘crescer’, precisamente de nove para 18. As unidades passam das atuais cinco para 17. Quanto aos departamentos, precisamente, serão criados os Serviços Partilhados, Obras Municipais, Infraestruturas e Ambiente, Urbanismo e Desenvolvimento Territorial e ainda de Desenvolvimento Humano e Económico. Haverá, ainda, a separação entre a Proteção Civil e os Bombeiros, estruturas diferentes com ligações à presidência, tal como irá acontecer com o Gabinete de Auditoria e de Controlo e Qualidade ou a Divisão de Comunicação e de Projetos Estratégicos e Fundos Comunitários.










