TOMAR – PSD lamenta que o concelho esteja «doente» e acusa a...

TOMAR – PSD lamenta que o concelho esteja «doente» e acusa a Câmara de «não saber o que fazer»

O Partido Social-Democrata de Tomar lamenta que o concelho esteja «doente» e acusa a Câmara de «não saber o que fazer». Em comunicado enviado para a redação da Hertz, aquela força centra atenções na recente Assembleia Municipal que debateu o ‘Estado do Concelho’, criticando, desde logo, a presidente da autarquia, Anabela Freitas, por não ter estado presente na reunião e que, por isso, «se tenha perdido mais uma oportunidade de discutir um verdadeiro Plano para o Futuro!». O PSD refere que «ficaram por responder várias questões, entre as quais o êxodo de população que é o sintoma mais notório dessa “doença”». O texto aponta que o concelho tem perdido, em média, 36 habitantes por mês, ao longo da última década, ou seja, durante a administração do Partido Socialista. Sintomaticamente, a Câmara Municipal não mostrou capacidade, ou vontade, para comentar, nem, como vem sendo hábito, para responder a perguntas concretas que lhe foram endereçadas», reforça o mesmo comunicado.

Comunicado:
«A realização da 3ª sessão extraordinária da AM, que ocorreu de forma descentralizada e sobre o tema “Estado do Concelho”, apresentava-se como uma boa oportunidade para apresentar, analisar, refletir e sentir o “pulso” do concelho, bem como “perceber” quais as estratégias da Câmara de maioria socialista, no terceiro mandato, para ultrapassar os problemas/desafios que o concelho de Tomar enfrenta. A sessão decorreu no Salão do Centro de Convívio da Portela da Vila, no passado dia 17 de junho, na União de Freguesias de Além da Ribeira e Pedreira. Realçamos o papel do presidente da União de Freguesias, Jorge Graça, que destacou, na intervenção inicial, os objetivos e projetos em curso para este importante território do concelho (as infraestruturas, floresta e ambiente, acessos e inovação tecnológica, entre outros projetos que estão em fase de pré-execução), tendo apelado à Câmara Municipal, a necessidade de “criar sinergias e dar mais importância às Juntas de Freguesia”. Lamentamos, porém, que nesta Assembleia e por culpa da Câmara Municipal, onde a Sr.ª Presidente da Câmara nem tão pouco esteve presente, se tenha perdido mais uma oportunidade de discutir um verdadeiro Plano para o Futuro! O Concelho de Tomar está doente, e a Câmara Municipal não sabe como mudar esse estado, são as 2 conclusões maiores conclusões desta sessão da A.M. Ficaram por responder várias questões, entre as quais, o êxodo de População que é o sintoma mais notório dessa “doença”, que o Concelho de Tomar tem vindo a sofrer, que tem perdido, em média, 36 habitantes por mês, ao longo da última década, ou seja, durante a administração do Partido Socialista. Sintomaticamente, a Câmara Municipal não mostrou capacidade, ou vontade, para comentar, nem, como vem sendo hábito, para responder a perguntas concretas que lhe foram endereçadas. Esta é uma realidade muito preocupante, na medida em que um território que perde a sua população é um território que perde vitalidade e capacidade dinâmica. Infelizmente, concluímos nesta sessão que a Camara Municipal de Tomar concentra a sua ação criativa apenas na promoção de eventos e de festas, como bem o demonstra a recente alteração orçamental que transferiu 1,3 milhões de euros da estratégia de habitação para a realização de eventos. As câmaras municipais têm um papel decisivo no comando do combate ao declínio, desde que tenham capacidade para lançar políticas ativas de desenvolvimento. Concluímos nesta sessão que os equívocos existentes na Câmara Municipal de Tomar não lhe permitem desempenhar esse comando. Registámos também a tremenda incapacidade da administração camarária para promover políticas ou ações dirigidas à atração de investimento empresarial, que é a única mola real capaz de criar emprego e riqueza sustentáveis. E foi também salientado o estado debilitado das finanças camarárias, que está bem expresso e documentado no mais recente relatório dos serviços financeiros. Transpareceu assim que o Concelho de Tomar se encontra debilitado e sem comando clarividente que o possa recuperar, sendo muito preocupante que a administração da Câmara tenha sido incapaz, mais uma vez, de dar resposta às inúmeras questões que lhe foram endereçadas, já que os deputados municipais identificaram problemas, referindo-se a questões de fundo que o concelho de Tomar enfrenta bem como perspetivas de ação.
Não podemos deixar de realçar que a Câmara Municipal recusou o requerimento do PSD no sentido de determinados técnicos do Município estarem presentes para apoiar esta sessão em algumas questões lançadas, o que demonstra mais uma vez que não lhe interessa discutir, com verdade, os assuntos importantes do concelho. Perdeu-se assim mais uma oportunidade de discutir o futuro de Tomar! A governação socialista não quis promover o debate, não quis disponibilizar os técnicos da Câmara Municipal para auxiliar e “enriquecer” a discussão. Limitou-se a fazer um breve resumo da gestão corrente, para camuflar toda a sua incompetência e falta de planeamento, mostrando mais uma vez que não tem planos nem projetos de desenvolvimento para o futuro. Não sabe como estancar a “sangria” da população, nem apresentou soluções para a resolução da falta de emprego qualificado, falta de habitação e projetos de desenvolvimento económico! Concluiu-se que este não é decisivamente o caminho certo e que, assim, Tomar “caminha” assustadoramente para o abismo».