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TOMAR – PS pediu explicações a Tiago Carrão sobre a resposta à Tempestade Kristin. Autarca recorda horas difíceis pela falta de capacidade da Proteção Civil em recursos humanos e equipamentos. «Não me parece razoável ter apenas duas motosserras e ficar sem comunicações com os presidentes de Junta!»

Como se esperava, a reação aos efeitos da Tempestade Kristin no concelho de Tomar foi tema de análise e discussão na recente Assembleia Municipal, desde logo com troca de argumentos entre Tiago Carrão, presidente da Câmara, e a bancada do Partido Socialista. Num olhar pelo dia-a-dia do último mês, o eleito pela AD recordou que o território nabantino teve cerca de 800 ocorrências provocadas pelos ventos ciclónicos, que ultrapassaram mesmo os 200 quilómetros por hora. Tiago Carrão disse que Portugal «estava desprevenido» para uma intempérie deste calibre. Ficaram críticas à «falta de investimento na proteção civil», uma área que catalogou como «desfalcada» em matéria de recursos humanos, recordando, por outro lado, que nas primeiras horas da manhã após a Tempestade deparou-se com uma proteção civil «sem capacidade para fazer aquilo que devia fazer», justificando essa análise, por exemplo, com a falta de motosserras e ainda pela «total ausência de comunicações», desde logo com os presidentes de Junta:

O recurso ao auxílio das Forças Armadas foi outro tema em ‘cima da mesa’, desde logo porque Tiago Carrão não hesitou em pedir ajuda ao Regimento de Infantaria 15 instantes após o sucedido. Na recente Assembleia Municipal houve quem acusasse o autarca de «passar por cima de algumas entidades», algo que o presidente da Câmara admitiu ter feito… e que voltaria a fazê-lo «em nome da defesa da população» que o elegeu:

Hugo Costa, da bancada do Partido Socialista, quis deixar claro que a governação anterior investiu, «de forma significativa», na área da proteção civil, com «evidente aumento do número de funcionários», considerando, por outro lado, que «nenhum Município do país tinha capacidade imediata para dispor de motosserras e geradores». Ficou, ainda, um reparo às falhas de comunicação de que se queixou Tiago Carrão: