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TOMAR – Pedro Marques diz que Anabela Freitas devia ter dado «puxão de orelhas» a Augusto Barros por falta de capacete na visita a obras do mercado

As visitas às obras que estão a decorrer no edifício que irá albergar o mercado municipal foram motivo de polémica na reunião da Câmara de Tomar. Na sessão, que decorreu nesta segunda-feira, o vereador Pedro Marques chegou mesmo a dizer que não viu qualquer puxão de orelhas de Anabela Freitas a Augusto Barros pelo facto de uma comitiva da Junta Urbana ter visitado recentemente as obras… sem usar capacete e outro material de protecção. O eleito dos Independentes recuou até Maio último, altura em que elementos daquela força política estiveram no edifício… também sem capacete. O assunto motivou uma dura reacção da presidente da autarquia nabantina, que não hesitou em apelidar a visita como «irresponsável». Pedro Marques não se esqueceu deste reparo e agora criticou Anabela Freitas: «A senhora presidente deve ter o mesmo critério para todos quantos visitam o mercado. Lembro-me que quando nós lá fomos, fomos criticados e atacados por não usarmos capacete. Bem, agora a Junta de Freguesia foi lá toda e não se viu ninguém com capacetes e nem está lá nenhuma indicação para se usar capacetes. E também não viu nenhuma referência e nem nenhum puxão de orelhas ao senhor presidente da Junta Urbana por ter lá ido sem capacetes. E se a visita foi autorizada, então os serviços falharam. Nós, quando falamos destas coisas, e quem tem responsabilidades directos, temos que ser muito sinceros e equidistantes nestas situações. A não ser que para uns seja de uma maneira e para outros seja de outra. E haja aqui uma discriminação negativa. A questão do mercado ainda está quase tudo na mesma porque não abriu e não abriu com prejuízo para os comerciantes».

A presidente da Câmara de Tomar garantiu que a comitiva da Junta Urbana tinha autorização para visitar as obras e que não foi necessário usar capacetes e botas porque não estavam a decorrer trabalhos que colocassem as pessoas em risco: «A informação não foi transmitida ao senhor vereador como, de facto, de passou. Foi pedida, por escrito, a autorização para visitar o mercado e essa autorização foi dada. Foram acompanhados pelo senhor vereador Bruno Graça e pelo director de departamento e, na ocasião, foi explicado porque não era necessário o uso de capacetes e de botas de biqueira de aço. Ou seja, os trabalhos que estavam a ser realizados não colocavam em risco as pessoas. Isto foi explicado á delegação que visitou o mercado».