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TOMAR – No curto espaço de um mês, cinco pessoas morreram em casa vítimas de doença súbita

No curto espaço de um mês, o concelho de Tomar lamenta a morte de cinco pessoas em condições semelhantes, ou seja, vítimas de doença súbita quando se encontravam nas respetivas casas. Não há memória recente para um curto período com número tão elevado de óbitos em território nabantino na sequência de aberturas de porta com socorro, pelo menos em três das cinco situações mencionadas. A ocorrência mais recente, como já avançado pela Hertz, teve a ver com a morte de um homem, com idade aproximada aos 60 anos, em sua casa, situada na Peralva, freguesia de Paialvo. Aconteceu nesta quarta-feira, 7 de Janeiro. Ainda neste ano de 2026, no dia 4, também José Pereira, antigo presidente da Assembleia Municipal de Tomar, perdeu a vida quando se encontrava em casa, vítima de uma indisposição súbita. Dois dias antes, na Venda da Gaita, um outro homem, de 74 anos, foi encontrado sem sinais vitais na sua habitação. A 28 de Dezembro, por sua vez, os Bombeiros de Tomar depararam-se com a morte de uma senhora, de 65 anos, em Santa Cita, quando procederam a uma abertura de porta. Finalmente, a 8 de Dezembro, uma outra mulher, de 44 anos, também morreu vítima de doença súbita. Residia em Marmelais. Importa, neste sentido, reforçar que a Guarda Nacional Republicana detetou, no último ano, 2033 pessoas que viviam sozinhas/isoladas no distrito de Santarém, sinalizadas pelas autoridades como forma de prevenção de situações de risco, não só relacionadas com a segurança propriamente dita mas também para perceber a evolução do estado de saúde e qualquer necessidade no acesso aos cuidados primários ou na aquisição de medicamentos. As autoridades têm reforçado a importância do papel de familiares e vizinhos, que devem procurar interagir diariamente com quem vive sozinho, desde logo com ‘simples’ contactos telefónicos que, em alguns casos, podem marcar a diferença. Foto ilustrativa, Bombeiros do Município de Tomar, Facebook