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TOMAR – Liceu na comemoração dos 50 anos de existência. Cineteatro ‘Paraíso’ ficou composto com os dois espetáculos com ‘a prata da casa’

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Quem não viu os espetáculos no Cineteatro Paraíso a propósito das comemorações dos 50 anos do Liceu Nacional de Tomar (hoje escola Santa Maria do Olival) «nunca vai saber o que perdeu! Escusam de pensar que se põem ao corrente vendo nas redes sociais porque a presença física neste testemunho é insubstituível». Foi desta forma que o Agrupamento Nuno de Santa Maria ‘abriu’ um balanço em torno desse conjunto de realizações que decorreram a 10 e 11 de Março.

Um ex-aluno, e um dos intérpretes participantes, escreveu: «Foi muito bom tocar no Cineteatro, rever pessoas e participar num espetáculo muitíssimo bem organizado, parabéns!! Há muito talento em Tomar que tem em comum o facto de pertencer à família Liceu.» Mas, estes espetáculos conseguiram ir mais além. Não foram apenas uma efeméride, uma reunião de ex-alunos (uns mais recentes do que outros), atuais alunos, professores, funcionários… enfim, uma “revisão da matéria dada”. Estes espetáculos avançaram para nova matéria, juntaram em palco escolas, associações, grupos que existem, grupos que já não existem, gerações de famílias, participantes individuais… e criaram uma festa, sem dúvida, mas criaram, sobretudo, uma memória cultural e isso é um momento raro!

«Confunde-se, frequentemente, cultura com animação/entretenimento e há uma diferença profunda entre eles. A animação/entretenimento é uma atividade que pode ser ótima e necessária, mas é por si uma atividade distrativa, não exige foco nem reflexão. Daí ser tão “simples” fazer atividades, festas, festivais e dias de tudo e mais alguma coisa. O que se passou no cineteatro naqueles dois dias foi uma criação e demostração de cultura e, já agora, com um nível de qualidade que nos faz questionar como é que numa população relativamente pouco numerosa, como é a de Tomar, existe uma percentagem de população artística tão grande em número e em qualidade? O que nos poderia levar à pergunta seguinte: Então, porque é que a atividade cultural é escassa? É sempre bom refletirmos nestes tempos difíceis. Talvez esteja na altura de lutarmos pela sobrevivência da Cultura. Pelo sim, pelo não, aqui fica o conselho da Rainha de Copas (personagem da «Alice no País das Maravilhas», de Lewis Carroll): Corre o mais que puderes se queres ficar no mesmo sítio».