TOMAR – Há «pouca esperança» num cenário que evite o fecho da Unidade de Cuidados Continuados

O encerramento que se avizinha da Unidade de Cuidados Continuados da Santa Casa da Misericórdia de Tomar foi tema em análise na recente reunião da autarquia nabantina. A esse propósito, Tiago Carrão foi claro: «há pouca esperança» na reversão desta decisão… «que a todos deve preocupar», acrescentou o autarca, em resposta à vereadora Filipa Fernandes, que disse ter tomado conhecimento do assunto «pelas redes sociais» e que, por isso, pediu um ponto de situação ao eleito da AD. Convém recordar que foi a Hertz que avançou com este cenário, em primeira-mão, tendo até por base declarações feitas à nossa redação pelo provedor António Alexandre. Agora, em Sede de executivo, Tiago Carrão quis deixar claro que este assunto «foge à responsabilidade do Município» mas, por outro lado, expressou «muita preocupação». O presidente da Câmara de Tomar sublinhou que este é um serviço «altamente deficitário» para a Santa Casa da Misericória:
Está em causa, recorde-se, um serviço que tem funcionado, desde Março de 2008, nas instalações do antigo Hospital, na avenida Cândido Madureira, e que é procurado por pessoas do concelho, assim como da região e ainda com utentes de outros pontos do país, pessoas «com doenças ou processos crónicos, em diferentes níveis de dependência, que não reúnem condições para serem cuidadas em casa, na instituição ou no estabelecimento onde residem». Ou seja, perdem-se 23 camas. Importa recuperar as considerações do provedor António Alexandre que, em declarações à Hertz, disse-nos que «é insustentável continuar com um serviço que, aparentemente, não interessa ao Estado»:









