LOCAL

TOMAR – Freguesias (des)esperam por médicos de família. Reunião com a ULS Médio Tejo não mostrou qualquer ‘luz ao fundo do túnel’

A falta de médicos de família foi assunto ‘em cima da mesa’ numa reunião recente onde marcaram presença quatro presidentes das freguesias do concelho de Tomar tidas como das mais afetadas, que deram conta das suas preocupações à administração da Unidade Local de Saúde do Médio Tejo, encontro que decorreu na autarquia nabantina, ainda com Tiago Carrão, presidente do Município. Foi o caso de Asseiceira, Madalena/Beselga, Olalhas e Paialvo. A Hertz procurou perceber se tinha saído algum ‘fumo branco’ – entenda-se, soluções – desse encontro. Por exemplo, Fernando Ferreira, presidente da Junta de Asseiceira, não escondeu a sua «grande preocupação» com a falta de médicos, recordando que em Santa Cita, num centro de saúde que serve cerca de 700 utentes, há apenas meio-dia por semana em teleconsulta… uma valência que refere «não ser a melhor solução»:

A Hertz falou, ainda, com Luísa Henriques, presidente da Junta de Madalena e Beselga, o território onde há situações mais problemáticas, em particular em Porto da Lage e Vale Calvo… onde não há médico há cerca de quatro anos. A autarca não escondeu que a situação «não está fácil»:

Também Rui Lopes, presidente da Junta de Olalhas, falou à Hertz sobre este encontro e não teve dúvidas em afirmar que desta reunião «resultou muito pouco». E os cerca de 1600 utentes inscritos na Unidade de Saúde Familiar daquela freguesia continuam apenas entregues à telemedicina:

A Hertz contactou, ainda, Amâncio Ribeiro, presidente da Junta de Paialvo, que preferiu não tecer considerações sobre a atual situação em torno da ausência de médicos de família.