TOMAR – Crianças impedidas de ficar nos ATL’s devido a parecer da Inspeção-Geral de Educação e Ciência, que aponta para «tentativa de neutralização da greve»… só que está em causa um serviço que é pago pelos pais e prestado por entidades privadas

A Inspeção-geral de Educação e Ciência emitiu um parecer onde considerou que o funcionamento das atividades de apoio à família em Tomar em período de horário lectivo nos dias de greve «é uma tentativa de neutralização dos efeitos» destas ações de protesto. Este aviso foi transmitido às diferentes associações de pais do concelho que, nesta quinta-feira, por exemplo, ficaram, assim, impedidas de receber as crianças, uma situação que apanhou de surpresa os pais e encarregados de educação, que não deixaram de expressar o respetivo descontentamento. Ou seja, perante este parecer, as associações de pais só ficam com liberdade de funcionamento entre as 7h30 e as 9 horas, para além do período compreendido entre as 16h30 e as 19 horas. A posição da Inspeção-geral de Educação e Ciência chegou à Câmara de Tomar que, em tempo útil, remeteu essa informação às associações de pais. Célia Bonet, vice-presidente do Município nabantino, em declarações à Hertz, confirmou isso mesmo, referindo que esta é uma decisão de «única responsabilidade» daquele organismo do Estado. No entanto, disse-nos, «nenhuma criança ficará à porta caso os pais não apareçam para a ir buscar», uma posição de «elementar bom-senso», reforçou:
Na verdade, este parecer da Inspeção-geral de Educação e Ciência é, no mínimo, polémico uma vez que o serviço que é prestado pelas associações de pais em contexto de apoio à família é pago por pais e encarregados de educação, ou seja, está em causa um serviço prestado por entidades privadas, com funcionárias que, embora em funções em espaço público, pertencem, efetivamente, aos quadros das associações, sem qualquer vínculo público. Célia Bonet foi questionada, precisamente, sobre se esta posição da Inspeção-geral de Educação e Ciência faz algum sentido. A vice-presidente da Câmara de Tomar foi clara na resposta:










