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TOMAR – Concursos de mobilidade outra vez em equação entre o executivo. PSD diz que os procedimentos foram anulados «por imposição da CDU»

João Tenreiro não tem dúvidas: os concursos de mobilidade foram anulados «por imposição da CDU». O tema voltou a ser objecto de discussão na reunião extraordinária que decorreu, nesta sexta-feira, na Câmara Municipal de Tomar sendo que a intervenção do vereador do PSD “nasceu” na análise de um dos pontos da ordem de trabalhos, precisamente no pedido de montante máximo de encargos com o recrutamento de trabalhadores para 2016. E João Tenreiro disse, então, «estranhar» este recrutamento, considerando que «este tipo de atitudes dá a entender que há uma grande instabilidade» no executivo PS/CDU: «Quando recebemos o e-mail e vimos esta proposta… estranhei muita coisa. Há uns tempos, a senhora presidente deu-nos uma justificação para anular os concursos, nomeadamente aquele concurso onde tinha ficado o seu anterior chefe de gabinete, com base numa reunião que tinha tido com o Secretário de Estado da Administração Local uma vez que o Orçamento em vigor ainda era o de 2015 e, como tal, havia uma limitação na contratação de pessoal. Agora vemos aqui este recrutamento e esta abertura… estranhamos… Então está a pedir cem mil euros para mais encargos com o recrutamento de trabalhadores? Isto quando a senhora presidente, há cerca de um mês, anulou o concurso. Desculpe que lhe diga mas são este tipo de atitudes, com delegações de competências tira e volta a dar… parece que há aqui uma grande instabilidade. O concurso foi anulado por imposição da CDU. Está aqui demonstrado que foi. A senhora tentou mandar areia para os olhos das pessoas. O seu parceiro de coligação leu uma declaração e o que criou mau-estar foi a contratação do seu ex-chefe de gabinete para técnico de informática».

Anabela Freitas, presidente da Câmara de Tomar, deixou claro que o referido ponto da ordem de trabalhos não se trata de qualquer procedimento concursal, assegurando, isso sim que está em vista, apenas, o cumprimento da Lei: «Aconselho-o, antes de vir para as reuniões de Câmara, a ler a legislação que está subjacente. Ninguém está aqui a pedir autorização para a abertura de procedimento concursal e no mapa de pessoal, que foi aprovado, estão as intenções de contratação. Aquilo que estamos aqui a fazer é o cumprimento da Lei do Orçamento de Estado de 2015. Já que vê as outras Câmara, aconselho-o a ver a Câmara de Santarém, que fez por edital. Não estamos a abrir alçapão nenhum porque os cem mil euros estão já no Orçamento de 2016».