TOMAR – CDU reage à entrevista de Amâncio Ribeiro à Hertz: «Lamentamos...

TOMAR – CDU reage à entrevista de Amâncio Ribeiro à Hertz: «Lamentamos que se mostre surpreendido com as exigências do cargo. Revela que se propôs desempenhar funções de forma leviana»

A Coligação Democrática Unitária de Paialvo, num texto assinado por Rita Silva, Bruno Santos, Sandra Monteiro, Luís Antunes e Nuno Fernandes, reagiu, em comunicado, à entrevista concedida por Amâncio Ribeiro à Hertz, ocasião em que o presidente daquela Junta do concelho de Tomar fez um balanço de dois anos de mandato. No texto em causa, a CDU aborda temas diversos, a exemplo do “Termo de Payalvo”, lamentando, ainda, que o autarca «se mostre tão surpreendido com as exigências do cargo a que se candidatou. Tal surpresa revela que se propôs desempenhar o cargo de uma forma leviana, sem avaliar o trabalho que o esperava».

Eis o texto na íntegra:
«A CDU – Paialvo vem, na qualidade de força de oposição da Freguesia de Paialvo, no exercício do seu direito ao contraditório e do dever de informação à população, tecer algumas considerações às declarações feitas na referida Rádio Hertz por Amâncio Ribeiro, atual Presidente da Junta de Freguesia de Paialvo, eleito pelo Partido Socialista. Assim: Na primeira parte da entrevista o Sr. Presidente de Junta, quando questionado sobre o modo como tem decorrido o mandato, começou por referir que “estava a pensar que seria muito menos complicado (…) que se poderia fazer de outra maneira, talvez com menos tempo de ocupação, em metade do tempo”. A CDU lamenta que o atual Presidente de Junta se mostre tão surpreendido com as exigências do cargo a que se candidatou. Tal surpresa revela que se propôs desempenhar o cargo de uma forma leviana, sem avaliar o trabalho que o esperava. Temos então um Presidente de Junta que ficou surpreendido com a exigência do cargo a que se candidatou, mas que, ironicamente, é o Presidente de Junta da história da Freguesia de Paialvo que, logo que tomou posse, tratou de passar a ser o presidente que recebe a maior compensação pelo exercício do mesmo. Como a CDU afirmou no seu comunicado datado de 18/01/2018, o cargo sempre fora desempenhado, pelos sucessivos Presidentes de Junta, em regime de não permanência a que correspondia uma compensação de 3.297,24 euros por ano, verba integralmente paga através do Orçamento do Estado. Ao optar desempenhar as suas funções em regime de meio tempo passou a receber 8.546,02 euros por ano, com a agravante de a Junta passar a ter um encargo, pago pelo seu próprio orçamento de 5.248,78 euros por ano, ou seja, um encargo de 20.995,12 euros nos quatro anos do actual mandato. A CDU considera que esta verba poderia e deveria ser utilizada em melhorias a realizar na Freguesia. No seguimento da entrevista que concedeu à Rádio Hertz, o sr. Presidente de Junta, destaca a “obra” realizada na Freguesia nestes dois anos de mandato. Começa por referir as obras no interior da extensão de saúde – Carrazede. A CDU naturalmente que valoriza qualquer obra que melhore as condições dos serviços públicos da Freguesia. No entanto, a responsabilidade da referida obra é do Ministério da Saúde, de acordo com protocolo existente, e não da Junta de Freguesia. Por muito importantes que sejam as intervenções deste âmbito, e são importantes, a Junta de Freguesia não pode nem deve substituir-se às responsabilidades de outras entidades públicas desviando para tal recursos que são, já de si, escassos para o cumprimento das suas próprias responsabilidades. Noutro momento abordou a instalação do ATM – Multibanco, na Freguesia. A CDU tem antes de mais a referir que sempre valorizou a importância da instalação do mesmo. Mas defendemos que os seus custos, não só devem ser negociados com as instituições bancárias, para sobrecarregarem o menos possível o orçamento da Junta, como devem ser transparentes para a população. Dizer que “ainda não nos veio a fatura para pagar” ou que “acha que continuaremos sem pagar” não é forma idónea de tratar o problema e não garante à população que o Multibanco não tem custos ou que tem os custos mais baixos possíveis. Se tem custos, a população deve saber quais. O orçamento da Junta não se destina a financiar instituições bancárias, mas sim a servir a população da Freguesia. Relativamente às obras que o sr. presidente refere ter feito na única escola da Freguesia, nas Curvaceiras, a CDU congratula-se com a realização das mesmas pois sempre defendeu, que os estabelecimentos escolares tenham as melhores condições de funcionamento e sobretudo, que continuem a existir escolas nos espaços rurais. Mas o próprio sr. Presidente de Junta refere que a responsabilidade dessas obras é da Câmara Municipal de Tomar, assumindo assim que é o executivo camarário, também do PS, que não tem cumprido com as suas responsabilidades ao deixar a escola das Curvaceiras chegar ao estado que descreve. À CDU interessa não apenas que as instalações escolares ofereçam toda a comodidade e segurança às crianças da Freguesia como também que o executivo da Junta implemente medidas que tornem a Freguesia e as suas escolas atrativas para novas gerações e novos habitantes, contrariando a tendência de decréscimo de população que é um dos maiores problemas que enfrentamos. Quanto á pavimentação de estradas, a CDU esclarece que relativamente à Estrada da Charneca da Peralva, o anterior executivo de Junta deixou ao atual executivo a verba de 46.000€ que se destinava justamente a estas obras e, nomeadamente, ao alargamento da Rua da Belavista e da Rua D. Isabel, obras que só poderiam ser realizadas após a conclusão das obras de saneamento que decorrem e foram iniciadas durante o último mandado da CDU na Junta de Freguesia. Já na entrevista “TOMAR – “Termo de Payalvo” regressa neste ano após interrupção motivada pela Festa dos Tabuleiros”, o sr. Presidente de Junta começa muito mal ao afirmar que “As Associações não querem ajudar”. A CDU não pode deixar de pôr em causa esta sua afirmação pública, que considera grave, pois o movimento associativo da freguesia sempre cooperou com a Junta de Freguesia. Parece-nos de todo improvável que essa falta de cooperação se verifique. Se tal acontecesse só poderia significar que estaríamos perante um problema de relacionamento institucional entre o executivo da Junta e as associações da freguesia, o que deveria de ser uma preocupação para todos nós. Em nosso entender, o Termo de Payalvo é precisamente uma oportunidade para reforçar a cooperação entre as instituições da Freguesia e a sua população e de assim afirmar a união e a identidade da população da Freguesia de Paialvo. Em conclusão, a CDU entende que os presentes esclarecimentos são fundamentais para que a população da Freguesia tenha acesso a toda a informação e lhe permita tirar as suas próprias conclusões a respeito dos dois anos de mandato do Partido Socialista na sua Freguesia de Paialvo». Foto CDU Paialvo/Facebook