TOMAR – Câmara vai ter uma nova estrutura orgânica. Tiago Carrão diz que modelo atual «é manta de retalhos». PS alerta para custos de um milhão por mês. Presidente de Câmara fala em «desonestidade intelectual» e responde com 300 mil

Está aprovada a reestruturação orgânica da Câmara de Tomar. Assim aconteceu em recente sessão da Assembleia Municipal, onde PSD, Chega, CDS, Independentes do Nordeste e Movimento Junceira Viva deram o ‘sim’ ao projeto do executivo presidido por Tiago Carrão, com posições contrárias de PS e CDU. Em linhas gerais, o modelo orgânico irá passar de um para quatro departamentos, onde se ‘encaixam’ divisões e unidades. Quanto aos departamentos, precisamente, serão criados os Serviços Partilhados, Obras Municipais, Infraestruturas e Ambiente, Urbanismo e Desenvolvimento Territorial e ainda de Desenvolvimento Humano e Económico. Haverá, ainda, a separação entre a Proteção Civil e os Bombeiros, estruturas diferentes com ligações à presidência, tal como irá acontecer com o Gabinete de Auditoria e de Controlo e Qualidade ou a Divisão de Comunicação e de Projetos Estratégicos e Fundos Comunitários. Esta mudança foi apresentada por Tiago Carrão, que deixou claro que a estrutura atual «é uma manta de retalhos» e, por isso, «não serve o presente, quanto mais o futuro»:
O Chega votou a favor desta proposta. Américo Costa, eleito daquela bancada, quis assegurar que estas alterações «irão permitir que a autarquia responda com eficiência às necessidades reais da população»:
A CDU, por sua vez, votou contra. O eleito Paulo Macedo mostrou dúvidas sobre se esta proposta iria responder à questão central, precisamente o desenvolvimento:
Do lado da bancada do PSD, nota para a intervenção de Luís Francisco, que fala de um cenário «há muito desejado e necessário»:
O PS votou contra, apesar de considerar que a reestruturação dos serviços e a respetiva modernização «é uma necessidade». Diogo Sereno justificou a posição da bancada socialista com o «tamanho da máquina que será criada», apontando para um acréscimo de custos anual na ordem do milhão de euros:
Já Francisco Tavares, do CDS, deu os parabéns a Tiago Carrão pela «transparência», considerando que «era algo a que a Assembleia não estava habituada»:
Para completar a ronda pelas forças partidárias intervenientes, registo para Alexandre Antunes, do Movimento Junceira Viva, disse que aquilo que a sua população quer é «eficiência nos serviços municipais e meios para servir as necessidades»:
Tiago Carrão respondeu, então, às diferentes considerações em torno da sua proposta, desde logo as acusações sobre o aumento de custos a ‘apontar’ para o milhão de euros. O presidente da Câmara de Tomar falou em «desonestidade intelectual» e acusou o PS de «passar um atestado de incompetência aos funcionários do município». Quanto a valores, Tiago Carrão deixou claro que esta medida terá um impacto na ordem dos 300 mil euros:










