TOMAR – Câmara aprova valor dos impostos para 2026. Tiago Carrão refere que «não seria responsável avançar com alterações sem conhecer a realidade do município»

A Câmara de Tomar aprovou o valor dos impostos para 2026, desde logo na Derrama, IMI e ainda IRS. Na verdade, comparativamente com este ano, a única diferença centra-se no aumento do desconto do Imposto Municipal sobre Imóveis para as associações, que irão beneficiar de uma redução de 50% em vez dos atuais 20%. De resto, a Derrama irá continuar a isentar as pequenas e médias empresas com volume de negócios até 150 mil euros, enquanto que as restantes ficam sujeitas a um valor de 1,5%. Por sua vez, o IMI continua nos 0,34%, com benefícios de 20 euros para agregados com um dependente; de 40 euros para dois dependentes e de 70 euros para três ou mais dependentes. Já no IRS, o Município ficará com uma taxa de 5%. Tiago Carrão, presidente da Câmara de Tomar, quis começar por justificar as poucas mexidas para 2026 com o pouco tempo em gestão deste executivo, considerando mesmo que «não seria de todo responsável avançar com alterações significativas sem conhecer a realidade do município». Hugo Cristóvão, vereador na Câmara de Tomar, confirmou que o Partido Socialista iria abster-se nas questões relacionadas com a Derrama e o IMI. Já a posição em torno da proposta sobre o IRS mereceu um reparo, em particular porque o PSD «está a propor a retirada da devolução de 1% aos cidadãos». Quanto à justificação dada por Tiago Carrão para não avançar com alterações significativas nos valores propostos, o eleito do PS referiu que não é argumento. Tiago Carrão quis, então, deixar claro que a proposta para o IRS «é uma opção política», considerando que o ponto percentual a que Hugo Cristóvão se referiu significa ao Município ficar com cerca de 400 mil euros, valor que, assegurou, «pode ser colocado ao serviço da comunidade e ter um maior impacto».










