TOMAR – BONS SONS: muito para ver e para fazer antes da...

TOMAR – BONS SONS: muito para ver e para fazer antes da despedida

Sábado foi quente a todos os níveis, dia de verão, muito concorrido, com concertos escaldantes e atividades refrescantes.
Quase, quase, a chegar ao fim, o BONS SONS dá, este domingo, uma última oportunidade ao amor de verão. No último dia do festival, as setas musicais são disparadas por Linda Martini, Dead Combo, Lena d’Água e Primeira Dama com a Banda Xita, Luís Severo, entre muitos outros concertos que vão ficar gravados no coração.

DOM. 12 de Agosto

14:00 — Orquestra de Foles MPAGDP

15:30 — Douradas Espigas MPAGDP

16:30 — Monday Giacometti

17:30 — Peltzer Zeca Afonso

18:00 — Susana Domingos Gaspar Auditório Agostinho da Silva

18:30 — Luís Severo Giacometti

19:45 — Rodrigo Amado Motion Trio Amália

21:00 — Dead Combo Lopes-Graça

22:15 — Moonshiners Amália

23:30 — Lena D’Água e Primeira Dama com a Banda Xita Lopes-Graça

00:45 — Linda Martini Zeca Afonso

02:00 — FOQUE + GODOT Aguardela

A tarde começa com um punhado de gaitas de foles e uma mão cheia de percussões: a Orquestra de Foles sobe ao Palco MPAGDP com temas tradicionais e composições originais que jogam com técnicas antigas, arranjos contemporâneos e ritmos improváveis. O mesmo palco recebe, logo depois, o cante alentejano do grupo coral Douradas Espigas de Albernôa.
Ao Palco Giacometti, Cat Falcão, das Golden Slumbers, chega a solo com Monday. Às influências folk, que constituem a base da sua criação, Monday juntou um caráter mais elétrico e menos clean, mostrando que não tem medo de experimentar.
No Palco Zeca Afonso, Peltzer, duo de Rui Gaio e Cató Calado, combinam texturas eléctricas e eletrónicas, num pulsar que atravessa décadas. As canções combinam sempre uma certa vertigem por arranjos de solução pouco convencional com uma transparência melódica que as leva a instalarem-se confortavelmente nos nossos ouvidos.
Depois de ter corrido as rádios com os singles Escola e Boa Companhia, de esgotar salas pelo país e de uma residência artística em São Miguel, onde começou a preparar novas canções, Luís Severo chega ao BONS SONS para ocupar o Palco Giacometti ao final da tarde.
O saxofonista Rodrigo Amado está de regresso com o seu celebrado Motion Trio: Miguel Mira no violoncelo e Gabriel Ferrandini na bateria. Reconhecidos pela crítica nacional e internacional, são uma das formações mais vanguardistas e bem sucedidas do jazz português e vão prová-lo no Palco Amália.
Em 2018, os Dead Combo estão de volta com Odeon Hotel, o sexto álbum de originais. Influenciados pelo fado, rock e as bandas sonoras dos westerns, bem como música da América do Sul e de África, os Dead Combo têm vindo a desenhar uma trajetória extraordinária, com a consolidação da sua carreira internacional e a sua afirmação como uma das mais interessantes bandas portuguesas.
As harmónicas estridentes e os riffs explosivos dos Moonshiners chegam ao Palco Amália com um conjunto de “canções para homens sensíveis e mulheres de barba rija”.
Ícone incontornável da pop-rock portuguesa, Lena d’Água sobe ao palco com Manuel Lourenço, o cantor e compositor que se apresenta como Primeira Dama, e com os membros do coletivo Xita Records.
A celebrar 15 anos de carreira, os inconfundíveis Linda Martini, banda de destaque no panorama atual do rock português, trazem ao BONS SONS uma mão cheia de sucessos e o mais recente trabalho, agraciado pela crítica.
Na Festa de Encerramento, entre música, jogos e surpresas, Foque e Godot vão celebrar os encontros, despedidas e memórias de quatro dias de festival e, quem sabe, proporcionar uma última chance para novas histórias. Foque é o projeto de a solo de Luís Leitão que nasceu da necessidade de ter independência musical e de largar, não as guitarras nem as baterias convencionais, mas o rock em geral, onde havia embrenhado grande parte da sua vida. Já o misterioso Godot assume-se como um “clown dos tempos modernos” centrado na energia, no estado de espírito, no gesto, na estética e no desenvolvimento de novas dramaturgias.

ATIVIDADES PARALELAS

ARMAZÉM
10:00, 11:00 e 12:00 Música para Crianças
14:00 Como Criar Bandas Imaginárias? (Oficina)
16:00 Criaturas do Bestiário Português (Oficina)
18:00 Como Ilustrar Bandas Imaginárias (Oficina)
SEDE SCOCS
10:30 – 20:00 Palco pra Bandas Imaginárias (Exposição)
17:00 e 19:00 Visitas Orientadas à Aldeia (Ponto de Encontro: Posto de Informação)
CURRAL (Burros de Miranda)
10:30 Aula do Burro
11:30 Passeio com o Burro
17:00 Jogo do Burro
QUINTAL DO POÇO
11:00, 15:00, 18:00, 21:00 Bestiário à Solta Histórias Encenadas
LARGO
10:30 – 20:00 Jogos do Hélder
10:30 – 00:00 Feira de Marroquinarias
ESPAÇO CRIANÇA
10:00 – 00:00 Acompanhamento, Fraldário e Aluguer de Protetores Auriculares
AUDITÓRIO

16:00 – 20:00 S E N S O, Colectivo249 (instalação)
18:00 – Visita Guiada S E N S O, Colectivo249
18:30 Classe do Jaime, de Susana Domingos Gaspar (dança)
19:15 – Mesa Redonda Filhos do Meio Os Lugares e os / dos Artistas
Além da programação musical, existem uma série de atividades a decorrer em Cem Soldos no âmbito do BONS SONS. De manhã, os mais novos, por exemplo, podem participar numa série de iniciativas lúdicas para pais e filhos como passeios de burro, aulas sobre estes animais, jogos, música para bebés, oficinas entre outras.
No Auditório Agostinho da Silva hoje há uma visita guiada no âmbito da instalação S E N S O, do Colectivo249, às 18:00 e logo a seguir é apresentada Classe do Jaime, uma coreografia de Susana Domingos Gaspar que nasce no linguajar típico de Minde, em que não existe palavra para dança, apenas para baile — Classe do Jaime ou O-do-Barreiro. Nele, dois bailarinos vão ao encontro de grupos de dança folclórica da região das Serras d’Aire e Candeeiros e propõem um método para aprendizagem do vocabulário tradicional. Classe do Jaime é um dueto que se desenha como uma coreografia de composição etimológica, em que se restauram os conceitos de peso e erotismo, colocando perguntas de um lado para o outro — o que pergunta a dança tradicional à dança contemporânea?
A mesa redonda Os Lugares e os / dos Artistas é um convite para conhecermos melhor os projetos e artistas Filhos do Meio, procurando compreender a importância desta bolsa nos seus percursos profissionais e pessoais, mas também re ectir sobre a importância da prática artística na vida dos lugares e sobre a vitalidade que os lugares trazem à criação artística.
Para quem quiser levar uma recordação do festival, poderá visitar, no largo da aldeia, a Feira de Marroquinarias com diversos produtos de artesãos e alfarrabistas nacionais onde será possível encontrar, entre outros, peças de vestuário, joalharia, artesanato decorativo, instrumentos musicais, cds e discos de vinil.