TOMAR – ‘As Tertúlias às Quartas’ regressam ao Agrupamento Nuno de Santa Maria

No âmbito da Saúde Escolar, a Escola Secundária Santa Maria do Olival, de Tomar, foi palco para a segunda sessão do projeto “Tertúlias às Quartas”, dinamizado pelas enfermeiras Sandra Costa e Véronique Rousselot, da Unidade de Cuidados na Comunidade Maria Dias Ferreira, em parceria com o Projeto de Educação para a Saúde. «Esta iniciativa integra o projeto “Escola Aberta” do Agrupamento de Escolas Nuno de Santa Maria e pretende afirmar-se como um espaço regular de encontro, reflexão e partilha dedicado a pais, mães e cuidadores de adolescentes do 7.º ao 12.º ano de escolaridade», refere o AENSM em recente publicação. “Tenho um Filho Adolescente… E agora? Falar de Sexualidade com o Meu Filho”, foi o tema ‘em cima da mesa’, «numa sessão de grande proximidade e partilha, os Encarregados de Educação presentes começaram por expressar as motivações da sua vinda», acrescenta o mesmo texto. «Contextualizada a adolescência, enquanto fase de grandes mudanças físicas, emocionais e sociais, com maior/grande reforço da influência dos pares e marcada pela procura de identidade, foi realizada uma dinâmica para identificação do significado de alguns termos (em permanente diversificação), acedidos/usados pelos jovens e que “escapam facilmente aos mais velhos” (ex: nudes, revenge porn, sexting, grooming, género, assexual, intersexo, cisgénero, transgénero, transsexual, arromântico, género fluido, binário, não binário,…). Foram ainda explorados alguns referenciais úteis nas interações com os jovens, nomeadamente:
- Mostrar, desde cedo, disponibilidade para uma escuta ativa, continuada e sem julgamentos;
- Falar com verdade, naturalidade, afeto e rigor (admitindo quando não se sabe e procurando a ajuda certa, se necessário);
- Manter o equilíbrio entre a privacidade e a necessidade de controlo;
- Promover sentimentos positivos, de autoestima e autoconfiança (geradores de bem-estar);
- Educar para o consentimento (ajudando a desmontar receios de perda de um relacionamento por também saber dizer não, ajudando a compreender que quem não sabe respeitar os limites dos outros, também não gosta verdadeiramente/não ama…);
Consciencializar e ajudar na procura de informação fidedigna (porque circula muita informação errada/enganadora/suscetível de gerar confusão) e para a necessidade de autoproteção a nível digital (perigos da exposição de informações pessoais, impacto do “rasto digital” que permanece, falta de privacidade e pressão social on-line, discursos de ódio, “dependência dos likes”, …)», refere o Agrupamento de Escolas Nuno de Santa Maria










