TOMAR – Agrupamento Templários em projeto comunitário na Serra e Olalhas

Na sequência da visita feita no início deste ano letivo pela equipa do Plano Cultural de Escola às Escolas Básicas do 1.º Ciclo da Serra e das Olalhas, e do interesse demonstrado pelas respetivas equipas educativas, o Agrupamento Templários, de Tomar, deu início a um projeto de continuidade na área das expressões e da sensibilização estética, ambiental e social, visando a valorização dos processos criativos de qualidade integrados no currículo escolar, o fortalecimento da ligação da comunidade escolar com o território e os patrimónios locais e, finalmente, o entrosamento social nestas localidades mais “periféricas” servidas pelo Agrupamento de Escolas Templários. «As oficinas integradas neste projeto, intitulado “RAÍZES-FOLHAS-FRUTOS — Oficina de expressões, natureza e comunidade”, têm vindo a ser dinamizadas, em estreita colaboração com as professoras titulares das quatro turmas, pela artista residente do Agrupamento, Maria Morais, e pelo professor de Oficina de Teatro, António Clemente, que também presta apoio educativo nas duas escolas», refere aquele Agrupamento em publicação enviada para a Hertz. «Este projeto-piloto está a ser desenvolvido no âmbito da disciplina de LCI / Laboratório do Conhecimento Integrado durante o ano letivo de 2025-26 e abrange 4 turmas, havendo a intenção de, futuramente, replicar a experiência e respetivas aprendizagens coletivas noutras escolas do nosso Agrupamento. Assim haja vontade por parte de todos os agentes educativos envolvidos e o tempo necessário para escutar, expressar, criar e crescer em sintonia com o outro e com o mundo em que habitamos. RAÍZES-FOLHAS-FRUTOS pretende contribuir para a coesão social e cultural da nossa Escola e da nossa Comunidade, lembrando que é nas raízes que se encontra a força para crescer e dar frutos. E que somos todos frutos alimentados pelas folhas da mesma árvore. Depois de uma fase de apresentação, contacto com os lugares e diagnóstico dos recursos e vontades, o processo criativo arrancou, prevendo-se resultados distintos em cada uma das escolas abrangidas. Na EB1 da Serra estamos a criar um guião de teatro original sobre a amizade e o respeito pelos animais da serra, para ser apresentado à comunidade no final do ano letivo, numa festa-arraial comunitário. Na EB1 das Olalhas os alunos vão escrever um conto de aventuras em capítulos, tendo a freguesia como cenário e como protagonistas as crianças que ali viveram há 70 anos atrás. Apesar de estarmos a trabalhar conteúdos ficcionais, a base de todo o processo criativo tem sido as experiências dos alunos nos seus territórios e as conversas que já ocorreram com vizinhos e outros elementos destas comunidades rurais, a que se juntando as pesquisas individuais e coletivas feitas nas mais diversas áreas, desde a biologia e o português, à geografia e à história local», acrescenta o mesmo texto.










