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TOMAR – Agregados familiares travaram ação de despejo de habitações sociais com Providência Cautelar. Câmara iniciou processo no ano passado devido a agressões e dezenas de rendas por pagar

O assunto tinha sido tornado público em Julho do ano passado: a Câmara de Tomar avançou para a resolução de contratos de habitação social, neste particular com dois agregados familiares, acusados de não cumprirem as regras definidas no regulamento. A situação foi apresentada como de extrema gravidade e envolvia mesmo tentativas de agressão a funcionários do Município, para além de rendas em atraso e ainda desrespeito pelos vizinhos, desde logo com excesso de ruído. Estas considerações ficaram confirmadas, na altura, pela então vice-presidente da Câmara, Filipa Fernandes, apontando-se para um cenário que rondava, assim, os 30 meses de rendas por pagar. Oito meses volvidos, a mesma Filipa Fernandes, agora na função de vereadora sem pelouros, questionou o executivo da AD sobre este processo, recordando que estavam em causa «situações que tinham atingido o limite máximo de tolerância» e, por isso, «sem perdão».

Célia Bonet, vice-presidente da Câmara de Tomar, confirmou que os agregados em causa avançaram com uma providência cautelar para travar a ação de despejo pelo que, nesta fase, este processo está em vias judiciais. A eleita da AD referiu que há crianças envolvidas e que, por isso, o Município até tem procurado, pelo diálogo, chegar a soluções que possam agradar a todas as partes: