SANTARÉM – Centro Humanitário da Cruz Vermelha Portuguesa, Câmara e Segurança Social...

SANTARÉM – Centro Humanitário da Cruz Vermelha Portuguesa, Câmara e Segurança Social entregaram casas a sem-abrigo

Para assinalar o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, o Centro Humanitário da Cruz Vermelha Portuguesa com intervenção nos Concelhos de Santarém e Cartaxo, em parceria com o Município e a Segurança Social de Santarém, entregaram chaves de habitações a três pessoas em situação de sem abrigo, esta segunda-feira, 17 de outubro, numa cerimónia que teve lugar às 9h30, no Jardim da República. Ricardo Gonçalves, Presidente da Câmara Municipal de Santarém, Renato Bento, Diretor Centro Distrital de Segurança Social de Santarém, e António Conceição, Diretor da Cruz Vermelha Portuguesa fizeram a entrega simbólica das chaves das habitações atribuídas às três pessoas que estavam sem abrigo e que foram realojados através do projeto “Santarém Housing First (SHF)”. De referir que, em Santarém, estão identificadas 45 pessoas em condição crónica de sem-abrigo: com problemas de saúde mental e/ou consumidores de substâncias psicoativas/álcool, para quem as respostas existentes na rede de suporte social e de saúde não se revelam adequadas, constatando-se fraca adesão ou abandono. Vivem em situação de rutura ou sem suporte familiar, sem autonomia financeira para assegurar solução habitacional, numa situação de vulnerabilidade física e psicológica, que carecem de acompanhamento técnico regular, individualizado e de proximidade. O projeto Housing First tem como objetivo erradicar até 31 de dezembro de 2023, de acordo com o designado na Estratégia Nacional para a Integração das Pessoas em Situação de Sem Abrigo (ENPISSA 2017-2023), as situações crónicas de sem abrigo identificadas em Santarém, através do acesso imediato a uma habitação preferencialmente individualizada, permanente, integrada na Comunidade, com acompanhamento da equipa técnica que garante serviços de suporte especializados em contexto domiciliário e de ligação com outros recursos na Comunidade.

Impacto nos beneficiários – Diagnóstico individual, Triagem por perfil; Apoio na obtenção, atribuição imediata e manutenção de uma solução habitacional: Individual, digna, permanente e integrada na Comunidade. Plano Desenvolvimento Individual/Serviços flexíveis de suporte. Projeto de vida de acordo com necessidades, interesses e motivações pessoais: Necessidades Básicas; Gestão doméstica; Capacitação e Currículo; Apoio Psicossocial; Acesso a Saúde/Terapias; Acesso a Apoios Direitos Sociais e Relações Interpessoais. Acompanhamento e monitorização por Equipa Técnica de suporte (mínimo uma visita semanal/gestor de caso). Por fim, a recuperação e integração social comunitária e autonomização.

Impacto nos beneficiários – Espera-se que os beneficiários atinjam a estabilidade habitacional com uma taxa de manutenção após dois anos, de 80 a 90 por cento: melhorias significativas ao nível da saúde física e mental (78%); redução no consumo de substâncias e/ou maior adesão terapêutica; redução dos episódios de urgência e internamentos hospitalares (87%); redução dos contactos com sistema judicial (ocorrências policiais e detenções); melhoria dos rendimentos mensais /maior empregabilidade; melhoria da qualidade de vida percecionada: segurança e privacidade (98%), nutrição e padrões de sono (82%), satisfação com situação habitacional e contactos sociais (52%).

Benefícios para Comunidade – Pretende-se a resolução de um problema social com relevância e pertinência para o território. Uma comunidade mais coesa e inclusiva, pois o SHF potencia a integração comunitária e a recuperação e capacitação dos beneficiários. Para além de garantir uma melhor qualidade de vida para as pessoas, em que a segurança percecionada e a imagem do território tenha uma solução mais eficiente e com melhor relação custo/benefício (menos recursos humanos envolvidos e redução da utilização dos Serviços Públicos de Saúde e Justiça. Por cada 1€ investido, pode ser alcançada uma poupança de 0,76 €.

O Housing First Santarém precisa de Investidor Social (Mecenas) – Com sentido de responsabilidade social, disponível para investir numa solução disruptiva e inovadora de transformação da Sociedade. Com vontade de gerar e agregar maior valor social aos investimentos, integrando este ativo adicional, de importância decisiva no impacto social sem estar centrado exclusivamente no retorno financeiro e que se identifique com a nossa missão e valores, pretendendo um vínculo duradouro e sustentável com a defesa da dignidade e direitos humanos. Motivado a inspirar outras Empresas a mudar de atitude, alavancando pelo exemplo, novos modelos de intervenção social. O Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza tem o objetivo de conscientizar a sociedade e os governos de todo o mundo sobre o elevado número de pessoas que ainda estão vivendo na extrema pobreza, expostos à miséria, fome crônica e violência. A pobreza extrema é considerada um crime contra os Direitos Humanos, e todos os governos devem assegurar que os seus habitantes vivam com qualidade de vida e dignidade. De acordo com dados da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), mais 700 milhões de pessoas em todo o mundo vivem em pobreza extrema. As crianças são afetadas desproporcionalmente. Embora representem apenas um terço da população mundial, metade das pessoas que lutam para sobreviver com menos de 1,90 dólares por dia, são crianças. A educação é a chave para as tirar da pobreza, permitindo-lhes levar uma vida com dignidade e ter a oportunidade de um futuro melhor. O direito à educação não é um privilégio, mas um direito humano. No entanto, para muitos, esse direito continua a ser apenas um sonho. O Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza lembra que é necessário agir para Erradicar a Pobreza de uma vez por todas. www.cm-santarem.pt