OURÉM – Estratégias e projectos para o desenvolvimento do turismo religioso

OURÉM – Estratégias e projectos para o desenvolvimento do turismo religioso

Decorreu, em Fátima, uma sessão de apresentação do programa estratégico para o desenvolvimento e consolidação do turismo religioso, nomeadamente em Fátima, que registou a presença e participações ativas dos Presidentes do Turismo de Portugal, Turismo do Centro, Câmara Municipal de Ourém e ACISO, respetivamente Luís Araújo, Pedro Machado, Paulo Fonseca e Domingos Neves.

O ato serviu nomeadamente para a assinatura de três protocolos visando o financiamento da Associação Empresarial no âmbito da sua estratégia de promoção da marca “Fátima”, essencialmente nos denominados mercados emergentes, nos quais se incluem os Estados Unidos da América, o México, a Colômbia ou as Filipinas e a Coreia do Sul. Estas ações que serão complementadas com outras na esfera nacional, como será o caso da realização do 5º Workshop do Turismo Religioso, que decorrerá a 9 e 10 de Março do próximo ano, foram contempladas com vários apoios financeiros, não apenas das estruturas ligadas à promoção turística e ao programa comunitário 2020, como por parte do Município de Ourém, que atribuiu a estas ações o montante de aproximadamente 90 mil euros.

Fátima foi evidenciada por Alexandre Marto, por parte da ACISO, como um destino em clara ascensão e os números do INE falam por si, elegendo algumas lacunas que ainda funcionam como contrárias a um maior incremento do número de dormidas na cidade de Fátima, dotada de um dos maiores parques hoteleiros do país, como sejam a falta de motivos de complementaridade na região, para prolongar as estadias dos turistas na cidade. O vice-presidente da ACISO, explicou que o projeto, com um valor de cerca de 697 mil euros, foi feito com base numa candidatura ao Portugal 2020, com comparticipações comunitárias e das entidades que assinaram o protocolo. Alexandre Marto alertou que a média de pernoita em Fátima é de 1,6, pelo que melhorar esse número é um dos objetivos. “Queremos os operadores nacionais como os interlocutores preferenciais na venda de Fátima e promover o evento da procissão das velas como potenciador do número de noites, revelando que este é um evento que acontece ao longo do ano.
O presidente do Turismo do Centro, Pedro Machado, adiantou que o objetivo desta parceria é “aumentar a atratividade do destino Fátima”, que, por sua vez, irá aumentar a atração da marca do Centro de Portugal. Desta forma, poderá aumentar a “produtividade e competitividade da região”. Segundo este responsável, o projeto dos lugares património mundial, “que fazem uma geografia convergente com a geografia de Fátima, está inscrito num conjunto de ações de valorização de património”.

O presidente do Turismo Portugal, Luís Araújo, explicou que Fátima é importante “por uma razão óbvia de enriquecimento da economia local e da economia da região”. Mas salientou que “Portugal não é só golfe, surf, sol, cultura e gastronomia”. “É também Fátima e também fé e isto é preciso afirmá-lo em todos os lados, porque permite-nos melhorar ou enriquecer aquilo que temos para vender e oferecer. Permite atingir mercados e dar um enfoque diferente em mercados que já são de aposta e a outros que temos de ter alguma maneira de entrar”, acrescentou.

Segundo Luís Araújo, “esta é uma ótima porta” para entrar em novos mercados. “Portugal foi eleito o quinto país mais pacífico do mundo. Uma marca é formada por produto, mas também por valores. Acreditamos que Portugal tem que ser promovido cada vez mais como um país inclusivo, multicultural, multirreligioso e que acolhe qualquer um da melhor forma e sempre com o mesmo sorriso”. Fátima é um exemplo disso, segundo Luís Araújo, que acredita que “é um trunfo que a marca Portugal tem de aproveitar”. 2017 foi apontado mais uma vez pelo Presidente Paulo Fonseca não como um fim da linha a propósito das comemorações do Centenário, antes o início de um novo ciclo, que 2018 deverá registar um crescimento acentuado, fruto das políticas promocionais que se prevê venham a ser desenvolvidas um pouco por todo o mundo e também com a colaboração não negligenciável no concreto, de companhias da aviação comercial como a TAP Portugal. www.cm-ourem.pt