REGIONAL

OURÉM – 69 pessoas continuam deslocadas perante o impacto da tempestade Kristin

A Comissão Municipal de Proteção Civil de Ourém reuniu para deliberar a desativação do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, acionado em resposta à tempestade Kristin. «Durante a reunião conjunta com as diversas entidades intervenientes foi apresentado um ponto de situação sobre os principais impactos provocados pela tempestade de 28 de janeiro e sobre o trabalho de resposta e recuperação que tem vindo a ser desenvolvido no concelho. No que respeita à rede viária municipal, dos cerca de 800 quilómetros inicialmente afetados, mantêm-se ainda nove vias total ou parcialmente interditadas, estando em curso os procedimentos necessários para a sua intervenção; refere a autarquia oureense em nota de esclarecimento. «Ao nível do abastecimento de energia elétrica, os mais recentes dados indicam para um fornecimento restabelecido na íntegra aos consumidores, embora persistam ainda várias situações de postes partidos, tombados ou inclinados, quer em terrenos quer junto a vias, bem como algumas falhas na iluminação pública. No que diz respeito às comunicações, a informação partilhada aponta para um restabelecimento global do serviço móvel, embora continuem a verificar-se falhas nos dados móveis e atrasos na reposição da rede de fibra em várias zonas do concelho», acrescenta o mesmo texto. A reunião permitiu ainda fazer o balanço da situação social resultante da intempérie. Mantêm-se atualmente 39 agregados familiares deslocados, correspondentes a 69 pessoas, todos acompanhados pelos serviços de ação social do Município. Deste total, quatro agregados, num total de 11 pessoas, encontram-se nos apartamentos de emergência municipais, enquanto 29 agregados, que representam 52 pessoas, encontraram solução junto de familiares, amigos ou noutras habitações. Registam-se ainda cinco pessoas em ERPI. «Relativamente aos prejuízos levantados pelo Município, foi apresentada uma estimativa que aponta para cerca de 32 milhões de euros de danos e para um custo global de reposição na ordem dos 46 milhões de euros. Este valor abrange três grandes áreas: património cultural, equipamentos, infraestruturas municipais e instalações e equipamentos do movimento associativo», acrescenta o mesmo texto.