Obras para “segurar” ACT na cidade custam aos cofres municipais perto de...

Obras para “segurar” ACT na cidade custam aos cofres municipais perto de 53 mil euros

A Câmara Municipal de Tomar irá pagar cerca de 53 mil euros pelas obras que se realizaram no edifício que, actualmente, recebe os serviços da Autoridade para as Condições do Trabalho, situado no número 29 da Alameda Um de Março. A factura será apresentada ao restante executivo na reunião desta quarta-feira, sendo que o montante em causa acaba por ser mais elevado do que aquele que se falou em 2013, na ordem dos 40 mil. Recorde-se que este processo não foi pacífico já que Anabela Freitas, presidente da autarquia nabantina, quis passar para a própria ACT o pagamento das obras, considerando, ainda, que não seria correcto que os espaços do município fossem utilizados sem que se pagasse uma renda. Aliás, numa entrevista concedida à Hertz em 2013, Anabela Freitas catalogou mesmo este processo como «uma chantagem por parte da administração central». Os serviços estavam centrados na rua Serpa Pinto mas os elevados gastos com a renda fez com que o Governo colocasse o Município “entre a espada e a parede”, ou seja, a ACT só iria continuar em Tomar caso fosse encontrado um outro espaço que não representasse qualquer custo para o Estado. A Câmara optou pelas instalações da Alameda Um de Março, salvaguardando essa continuidade dos serviços em Tomar como também a permanência de pouco mais de uma dezena de postos de trabalho. E deverá ter que abdicar do pagamento de qualquer renda e “chegar-se” à frente com os tais 53 mil euros…

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