MÉDIO TEJO – População afetada com a tempestade Kristin está defraudada com promessas de apoio do Governo… que tardam em chegar. Ministro da Economia responsabiliza Câmaras. Manuel Valamatos considera declarações «infelizes e infundadas»

O ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, responsabilizou as Câmaras Municipais pelo facto de o processo de apoios financeiros às habitações afetadas pela Tempestade Kristin «não estar a correr bem». Estas declarações, surpreendentes, apanharam desprevenidos os autarcas dos territórios que mais sofreram com as intempéries, de tal forma que já há registo para duras críticas, em forma de resposta, às considerações do governante. Foi o caso de Manuel Valamatos, presidente da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo. Em declarações à Hertz, ficou o lamento face ao que considerou como «declarações infundadas, desajustadas e com falta de sensibilidade e respeito por aqueles que têm estado na linha da frente». O também presidente da Câmara de Abrantes disse mesmo que o Governo «não pode colocar em cima dos outros responsabilidades que são próprias»:
Quanto aos apoios financeiros para a recuperação de habitações, de facto confirmam-se dificuldades inesperadas em aceder às prometidas ajudas. Numa primeira fase, recorde-se, o acesso, por exemplo, a um apoio de cinco mil euros dispensava vistoria ao local. Ou seja, bastavam registos fotográficos do sinistro. Nem, sequer, era necessário orçamento. Mas, depois, logo se percebeu que se estava perante um processo – mais um – marcado por uma enorme burocracia, até mesmo com exigência de que os afetados não constasssem da lista de devedores ao Fisco ou à Segurança Social… por diminuta que fosse essa dívida. A tão falada promessa de pagamento de três dias é, então, uma miragem, processo, assim, que o próprio Governo admite não estar a correr da forma que deveria.
Recorde-se que a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo avançou, há alguns dias, com uma contabilidade a rondar o milhão de euros em prejuízos devido à tempestade Kristin e às cheias que assolaram a região. Na altura, foram exigidas respostas ao Governo mas, pelos vistos, tudo continua na mesma, lamentou Manuel Valamatos:









