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MÉDIO TEJO – Autoridades de saúde deixam alerta: pico da gripe poderá surgir nas próximas duas semanas. Fica o apelo à vacinação

A atividade gripal está a aumentar e as autoridades de saúde da Unidade Local de Saúde do Médio Tejo estimam que o pico de infeções possa surgir já nas próximas duas semanas. «Este crescimento coincide com a época festiva, um período de encontros familiares e convívios que frequentemente juntam no mesmo espaço os mais vulneráveis: crianças e idosos. Por isso, reforçar a vacinação – gratuita junto destes grupos de risco – e adotar cuidados básicos de prevenção do contágio torna-se agora fundamental», refere a ULS em comunicado enviado para a Hertz. Desde o início da campanha de vacinação até 24 de novembro, foram vacinadas 37723 pessoas nos onze concelhos do Médio Tejo, mais 275 do que no período homólogo de 2024. Ainda assim, entre a faixa dos 60 anos ou mais, registou-se uma quebra de 1091 vacinados. Em sentido inverso, entre os 85 anos ou mais, que recebem uma dose reforçada administrada exclusivamente nas unidades do SNS, houve um aumento de 200 pessoas vacinadas. O balanço realizado pela ULS Médio Tejo mostra também uma mudança no local onde os utentes escolhem vacinar-se: as farmácias administraram 17.707 vacinas, menos 2.000 do que no ano passado, enquanto a vacinação nas unidades de cuidados de saúde primários e pelas equipas comunitárias cresceu cerca de 12,5%, revelando uma transferência para as Unidades de Saúde do SNS. Em estruturas residenciais para idosos, a cobertura vacinal da gripe é elevada entre os residentes (88,2%), mas baixa entre os profissionais (41,7%). Na vacinação contra a Covid-19, a adesão é menor: 72,4% dos residentes de lares e apenas 15,3% dos profissionais estão vacinados. Nas unidades da rede de cuidados continuados integrados, 81,9% dos utentes já receberam a vacina da gripe, e 31,8% dos profissionais foram inoculados no contexto destas Unidades. A vacinação contra a Covid-19 é inferior também nestas estruturas: 67,7% dos utentes estão vacinados, assim como apenas 8,2% dos profissionais. Foto ilustrativa, ULS Médio Tejo, Facebook