FERREIRA DO ZÊZERE – Bruno Gomes alerta para os traumas que ficam destes dias devastadores: «Já imaginaram o que sentem as pessoas que têm chuva a entrar em casa e que perderam o trabalho de uma vida?»

«Que o mapa não nos esqueça quando mais precisamos de ser encontrados». Foi este o apelo feito pelo Município de Ferreira do Zêzere através das suas redes sociais, um apelo em contexto de enormes dificuldades provocadas pela recente tempestade Kristin que, pelo território, deixou um rasto de imensa destruição… uma destruição que ameaça prolongar-se por longo tempo, desde logo com implicações na área social e económica. A Hertz entrevistou Bruno Gomes, presidente da Câmara de Ferreira do Zêzere, e começou por questionar os motivos pelos quais foi decidido tornar público este sentimento. O autarca, que por vezes não deixou esconder a emoção, começou por nos dizer que o seu território se tem sentido «com menos visibilidade» naquilo que foi esta calamidade e lamentou que a sua população não esteja a receber tanto apoio como efetivamente necessita:
Bruno Gomes quis, por outro lado, destacar o empenho de todas as equipas municipais que têm andado pelo terreno, algumas das quais com «12 horas diárias» de apoio a quem mais necessita, sendo que a área social, disse-nos, é aquela que, nesta altura, e no futuro, lhe causa mais apreensão. O presidente da Câmara de Ferreira do Zêzere alertou para o «trauma psicológico» com que algumas pessoas vão ficar, em especial aquelas que têm chuva a entrar nas suas casas e que perderam todo o trabalho de uma vida:
Bruno Gomes quis expressar preocupações, ainda. em torno das pequenas empresas do concelho que, lamentou, ficaram à margem dos auxílios prometidos pelo Governo. O autarca traça mesmo um cenário muito negativo quando refere que alguns destes negócios nem sequer podem ter capacidade para voltar a abrir portas:
Foto Município de Ferreira do Zêzere, Facebook









