Início CULTURA CONSTÂNCIA – Estórias & Memórias assinalam esta Quinta-feira da Ascensão

CONSTÂNCIA – Estórias & Memórias assinalam esta Quinta-feira da Ascensão

Dando continuidade ao trabalho de preservação e salvaguarda do património, a Câmara Municipal de Constância, através do Museu dos Rios e das Artes Marítimas, assinala esta Quinta-feira da Ascensão, de forma virtual, divulgando o resultado de alguns trabalhos de recolhas efetuados junto da população mais idosa do concelho. O Museu dos Rios e das Artes Marítimas há já muito tempo que tem vindo a realizar diversas recolhas, nomeadamente a oficina Estórias & Memórias que pretende promover a intergeracionalidade e o envelhecimento ativo e positivo. Assim, no âmbito desta atividades, num verdadeiro ambiente de partilha e convívio, os utentes dos lares da Santa Casa da Misericórdia de Constância têm sido convidados a dar testemunhos orais das suas histórias de vida, das suas vivências e das suas memórias. Das diferentes oficinas realizadas, e entre muitas outras Estórias já recolhidas, divulgamos hoje algumas Memórias da Quinta-feira da Ascensão, também conhecida por Dia da Espiga.

“Este era o dia mais santo do ano.”
“E pelo meio-dia tudo parava…”
“As águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha, o pão não leveda e as folhas se cruzam.”
“Se os passarinhos soubessem quando era a 5.ª feira da Ascensão, nem os pés punham no chão.”

Conforme refere o Museu dos Rios e das Artes Marítimas «dos muitos testemunhos recolhidos percebeu-se que neste dia, também conhecido por Quinta-feira da Ascensão, as pessoas não trabalhavam, iam para o campo e, pelo meio-dia, apanhavam a espiga, que consistia num ramo composto por alecrim, papoila, pampilho, trigo, oliveira e videira. A espiga era colocada atrás da porta ou numa gaveta, durante todo o ano, para dar sorte. Alguns ainda colocavam um tostão dentro do ramo, para nunca faltar dinheiro». «Também os namorados aproveitavam o dia para apanhar a espiga, comer no campo e, claro, namorar. Daí dizer-se que “este é o dia em que a criada fala verdade para a patroa”, porque, neste dia, a criada dizia a verdade e ia realmente apanhar a espiga com o namorado, até se dizia que ia apanhar o espigão». Das Estórias & Memórias apresentadas no FacebooK do Museu dos Rios nesta quinta-feira da Ascensão, constará também um pequeno vídeo realizado em 2019, com os utentes da Santa Casa da Misericórdia de Constância.