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ACTUALIDADE – Ricardo Campos, docente do Politécnico de Tomar, é o responsável da equipa de investigação que venceu a 1.ª Edição dos Prémios Arquivo.pt

Docente do Instituto Politécnico de Tomar é o responsável da equipa de investigação que desenvolveu uma plataforma agregadora de notícias, que possibilita aos utilizadores aceder a informações contextualizadas, com recurso a uma linha do tempo, e criar narrativas temporais sobre diferentes assuntos. A entrega decorreu no dia 3 de julho, no Encontro Ciência 2018, na sessão plenária “Novas fronteiras da era digital na Europa e no Mundo”, que contou com a presença do Comissário para a Investigação, Ciência e Inovação da Comissão Europeia, Carlos Moedas, do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, e de Maria Manuel Leitão Marques, Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa
Tomar, 04 de julho de 2018 – A plataforma “Conta-me Histórias”, distinguida na terça-feira no Encontro Ciência 2018, foi desenvolvida por Ricardo Campos, docente do Instituto Politécnico de Tomar (IPT) e investigador do LIAAD INESC TEC, Arian Pasquali e Vitor Mangaravite, também investigadores do LIAAD INESC TEC, Alípio Jorge, coordenador do LIAAD do INESC TEC e docente na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, e Adam Jatowt docente da Universidade de Kyoto, permitindo ao utilizador “familiarizar-se com um qualquer assunto”, através de notícias disponíveis no Arquivo.pt, “sem necessidade de recorrer à leitura de todas as fontes”, refere Ricardo Campos.

Segundo indicou, nesta tecnologia, que utiliza 24 fontes de notícias eletrónicas, entre jornais e portais nacionais, os resultados podem ser explorados com recurso a uma linha de tempo, que permite navegar entre os diferentes períodos temporais, possibilitando a obtenção de informação contextualizada sobre um determinado assunto. De acordo com Ricardo Campos, a aplicação pode ser do interesse de diferentes públicos, exemplificando com os jornalistas que pretendam aceder rapidamente a um conjunto contextualizado de informação ou políticos e assessores que queiram ter acesso a contradições que um oponente emitiu sobre um assunto. Outros públicos para quem esta plataforma se direciona, continuou o docente do Instituto Politécnico de Tomar, são os estudantes interessados em obter dados detalhados e históricos sobre determinado tópico. “No fundo, qualquer utilizador interessado em entender rapidamente quais os principais atores de um evento, as suas relações, motivações, e trajetórias no tempo, sem necessidade de proceder à leitura integral das fontes de dados”, frisou. O aumento no número de publicações e consequente aumento do volume de dados, “que torna praticamente impossível ao cidadão comum entender o enredo de uma notícia ao longo do tempo sem recurso a ferramentas auxiliares”, estão entre os fatores que levaram à criação deste projeto. Neste contexto, o docente do IPT acredita que o ‘Conta-me Histórias’ é um importante contributo para uma democracia mais transparente, reforçando um acesso livre e democrático à informação, assente em fatos e tendencialmente livre de filtros ao fazer uso de diversas fontes jornalísticas. “O nome ‘Conta-me Histórias’ é uma homenagem à música dos Xutos & Pontapés de mesmo nome, com o intuito de retratar um dos objetivos do projeto: o de quereremos contar histórias ao utilizador, que, tal como diz a música, sejam relativas a algo que este não viu ou do qual não se recorda.”, termina Ricardo Campos.

A plataforma foi distinguida com um prémio de 10 mil euros pela obtenção do primeiro lugar nos prémios Arquivo.pt 2018, entregues terça-feira durante o Encontro Ciência 2018, que decorreu no Centro de Congresso de Lisboa. Os prémios Arquivo.pt, lançados pela primeira vez este ano, visam distinguir trabalhos científicos que utilizem a informação preservada pelo Arquivo.pt, uma infraestrutura de investigação pública que permite pesquisar e aceder a páginas da ‘web’, arquivadas desde 1996. O ‘Conta-me Histórias’, que para já está disponível numa versão experimental (http://contamehistorias.inesctec.pt/arquivopt/) – na qual é possível pesquisar diversos temas e executar alguns exemplos pré-definidos – foi um dos 27 participantes desta primeira edição.