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TOMAR – Futuro dos transportes urbanos em equação: Rodoviária não permite serviço no perímetro urbano e assim não há TUT’s que aguentem

O futuro dos Transportes Urbanos de Tomar está em equação. Os gastos associados ao serviço e ainda o facto de os circuitos existentes não chegarem ao perímetro urbano fazem com que a Câmara Municipal esteja a projectar aquilo que poderá ser feito no sentido de equilibrar a balança ao nível de abrangência/custos. Basta dizer que só em motoristas, num ano, a autarquia tem que desembolsar cerca de 150 mil euros. Para além disso, os veículos em circulação já carecem de ser substituídos e ao que tudo indica por TUT’s eléctricos. Mas, a verdade, segundo a presidente da Câmara, Anabela Freitas, todas estas mudanças só serão possíveis caso seja revisto o contrato efectuado com a Rodoviária do Tejo, que não permite, precisamente, a criação de circuitos ao perímetro urbano… por uma mera questão de concorrência: «O contrato feito para os TUT abrange apenas o perímetro urbano para não afectar aquilo que era a concessão da Rodoviária. Os TUT não vão a Carvalhos de Figueiredo, não vão, por exemplo, a Juncais e nem ao Carrascal, que são zonas populosas. Então estamos a ter serviços que não prestam serviço às populações pois aquilo que se pretende é que os TUT se desloquem até à periferia para que as pessoas possam ter acesso a transporte público. E isso está vedado pelo contrato que foi feito com a Rodoviária do Tejo na questão de definição de carreiras. Podendo alterar esse contrato, já se podem fazer percursos mais rentáveis e isso já nos permite fazer um investimento cujo retorno será mais rápido, comparativamente com o que acontece agora. E já que vamos renovar a frota, deveríamos apostar em autocarros eléctricos. O problema é que aquilo que está disponível para candidatura refere-se apenas ao diferencial que existe entre o preço a gasóleo e aqueles que são eléctricos. Por outro lado, importa que sejamos claros: o município não tem dinheiro para renovar a frota. Podemos, isso assim, discutir se compete à autarquia gerir este serviço ou concessioná-lo? Só os motoristas custam-nos, por ano, 150 mil euros, mais IVA. Era um autocarro… ».

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